Práticas Culturais e Inclusão Digital

Todos conhecemos as preocupações da Sociedade de Informação criar uma nova divisão, a “Digital”, e que devemos fazer um esforço para “Inclusão Digital” de amplas parcelas marginalizadas da população. Mas não temos consenso sobre como fazê-lo e as políticas e prática de muitas organizações se concentram apenas nos aspectos mais evidentes.
Algumas se dedicam a cursos de informática. Outras dão importância para a regulação ou para a questão econômica. Outras ainda, se preocupam com o acesso às máquinas , softwares e a Internet. Surgem assim as políticas de software livre e outras cuja preocupação é o acesso físico, como por exemplo, o programa “PC Conectado ” ou a criação de Tele-centros, que buscam democratizar o acesso às novas tecnologias.
Sem desprezar estes aspectos, fundamentais sem dúvida, por outro lado existe a questão cultural. A batalha pela inclusão digital deve se dar em todos aspectos, mas o mais importante para o seu sucesso está ligado ao que se pode chamar de práticas culturais, isto é, as relações e modo de proceder que precisam ser estabelecidos para operar estas tecnologias. Se não construirmos estratégias que dêem sentido e viabilizem alternativas práticas de utilização para os setores que pretende integrar, os resultados serão muito precários. As experiências mostram que a inclusão digital só se verifica onde estas tecnologias aparecem como instrumentos do cotidiano e vem associadas a criação de uma vida comunitária, cooperação e solidariedade, instrumentos fundamentais para sua viabilidade.
O que nos propomos debater neste artigo são as estratégias de Inclusão Digital, a luz dos primeiros esforços empreendidos.

Tipo de arquivo: 
Artigo
Evento / Disciplina / Periódico: 
III Congreso Online del Observatorio para la Cibersociedad Conocimiento Abierto, Sociedad Libre
Ano: 
2006